19 de abril de 2011

As bacias da vida, em qual delas farás uso?

As bacias da vida, a bacia da diferença e a da indiferença


 
Querido leitor, quero compartilhar contigo este devocional sobre duas das bacias da vida e, que possas refletir em qual delas farás uso!

Que este simples texto venha sob o agir divino tocar profundamente em seu coração.

Tomaremos como textos S. João 13.5 e Mateus 27.24, para melhor ilustrarmos sobre as duas bacias, uma representa a bacia da diferença e a outra a bacia da indiferença. A primeira é a bacia utilizada por Jesus e a outra é a bacia utilizada por Pilatos.

Que possamos observar a importância em lavarmos os pés e não as mãos. Os pés são os que nos levam a caminhos diversos, como Paulo disse aos nossos irmãos em Éfeso, que devemos nos calçar com a preparação do evangelho.

Em S. João 13.5 diz: “Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhes com a toalha com que estava vestido”.

Este versículo, versa sobre a bacia de Jesus qual é a bacia da diferença, da humildade, a bacia da negação do “eu”, a bacia da renúncia, a bacia do amor à Deus e ao próximo. Observemos que Jesus, antes de deitar água na bacia, ele mesmo já assentado à mesa, levantou-se da ceia, despiu-se de sua túnica, tomou uma toalha, cingiu-se e com esta mesma toalha enxugou os pés dos discípulos. Com este ato Jesus já diferenciou de todo o cerimonial usado nas refeições, como de costume à época, pois deveria lavar os pés ao entrar na casa, antes de se assentar à mesa, mas Jesus quis chamar à atenção de todos.

Esta atitude de Jesus representa a sua humildade em que, ele se desfez de tudo o que tinha, que era a sua túnica, e o que recebera naquele momento, a toalha, que mesmo sendo emprestada, ele a usou para dividi-la e enxugar os pés dos discípulos. Um exemplo de altruísmo, de compaixão, de submissão, de humildade, de amor ao próximo.

O que nos chama a atenção é apenas que, o mesmo objeto pode ter sido usado para fins diversos, um para demonstrar a diferença e o outro para demonstrar a indiferença.

O mais intrigante ainda é que os fins usados na bacia, seja para a demonstração pública de diferença, seja para a demonstração pública também de indiferença, ambas observaram os ritos religiosos e estabelecidos nos mandamentos. A bacia da diferença demonstrou em um ato sublime de humildade claramente o amor ao próximo, ao nosso semelhante e, a sua respectiva preocupação. Já a bacia da indiferença, nos mostra que mesmo seguindo os ritos religiosos, utilizado com meia verdade, utilizando de textos isolados, levam a pretextos para heresias e pecados vis, como o que aconteceu com Pilatos, portando-se como um ancião,  ao lavar as suas mãos, quis transferir a responsabilidade e assim, ficar livre do sangue de Jesus, demonstrando a sua indiferença para com o Mestre, mesmo Deus já falado por sonhos com a sua esposa, mas nem assim este deu ouvidos.

O texto em Mateus 27.24 diz: “Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste (justo); fique o caso convosco!”

Pilatos pensou estar a cumprir com o exposto em Deuteronômio 21.6-9, onde era lavada as mãos sobre a novilha desnucada no vale, pelos anciãos, quando o homicida era desconhecido, onde a novilha era reputada como substituta do homicida desconhecido.

Aqui no caso de Pilatos, não tínhamos homicida e, sequer, se houvesse crime imputado em Jesus, Jesus não era desconhecido, pois as suas obras eram públicas e notórias e Pilatos não era um ancião. Pilatos quis utilizar-se de um argumento bíblico, para justificar a sua atitude e, assim agradar aos judeus e dizer que de certa forma ele também observava a lei. Não nos esqueçamos, aqui reitero que, textos isolados e mal interpretados, são pretextos para heresias diversas.

Mas querido leitor, quero trazer à vossa memória que, devemos sim nos lavar na bacia da diferença, pois, se hoje estamos em Cristo, já fomos lavados, regenerados, justificados, então devemos buscar a nossa santificação pessoal, pois sem a mesma, jamais conseguiremos ver a Deus. E os pés, nós devemos calçar os pés com a preparação do evangelho da paz. Onde nós devemos nos submeter a vontade Cristo em primeiro lugar, lavando os pés do nosso próximo, calçando-os com a preparação do evangelho da paz, que outrora em nossas vidas, fomos calçados.

Pilatos não quis tomar partido, preferiu transferir a responsabilidade, agora querido leitor, pergunto a você sobre como tens se portado, quando estão a crucificar a Cristo, a difamá-lo, você o tem defendido e pronto para morrer com Ele ou, tens e esquivado, transferindo a responsabilidade e agido com total indiferença, com descaso? Reflita nisso, esta transferência de responsabilidade, de indiferença, ocorre não somente nas grandes coisas, mas também, nas mínimas coisas corriqueiras, nas que damos até menor importância, mas não se esqueça faça você também a diferença, neste mundo tenebroso, brilhe a luz de Cristo em seu viver e em vida daquelas que estiverem à sua volta.

É necessário desfazermos da bacia da indiferença, não a utilizarmos jamais, pois a bacia de Pilatos é uma bacia egoísta, que pensa somente em si, em seu reconhecimento, engradecimento pessoal e político, deixando-o notório, com visibilidade e amizade com o mundo, mas nós devemos sim, como verdadeiros cristãos utilizarmos sim, sempre, da bacia de Jesus, da bacia da diferença, humildade, em que temos que nos despir de tudo, renunciarmos nosso eu, nosso ego, o reconhecimento público e social, além disto, temos que por fim, nos abaixarmos além da altura do outro, nosso próximo, em sinal de total submissão, compadecendo-se deste e compartilhando o amor ao próximo, exercitando-o com alegria, gratidão ímpar no coração.

Querido leitor que possamos rejeitar sempre a bacia da indiferença, que busca a amizade do mundo, mas em contrapartida nos traz a inimizade de Deus, donde virá como resultado desta ação, a justiça e a ira divina para os tais que assim procedem.

Que Deus nos ilumine sempre, nos agracie que venhamos a não somente aceitar, mas também a praticarmos o uso da bacia da diferença, através do grande exemplo deixado por Jesus para nós, em um ato de amor, de humildade, de submissão, ajudando e preocupando-se com o nosso próximo, sendo então imitadores de Cristo Jesus.

Sei que às vezes, temos vontade de fazer uso da bacia da indiferença, até dizemos que o que está a acontecer não é problema nosso, ele que se dane, ou coisa afim, mas como cristãos possamos demonstrar o exemplo deixado por Jesus, desprezando a bacia da indiferença e usarmos com toda a nossa força, entendimento e coração, a bacia da diferença, que é a bacia do amor, da comunhão, do altruísmo e então, que desta bacia venhamos a tomar posse em todos os nossos dias de nosso curto viver, mas que assim sendo, seja esta uma prática diária, imitando a Cristo. Deixando nós, imitadores de Cristo, que o mundo continue a usar com naturalidade a bacia da indiferença, mas não se esqueça Cristo no chamou para fazermos a diferença, pois somos a luz deste mundo em trevas, somos também o tempero. Mas neste deixar devemos sempre estar a alertá-los sobre a importância do uso e efeito causado através da bacia da diferença.

Que o Senhor Jesus que já te tens lavado em seu sangue puro e carmesim, te dê graças para que assim como os seus pés foram e estão sendo lavados diariamente, possas auxiliar aos outros neste proceder, continue a ate abençoar nessa peregrinação, concedendo-lhe graça, paz e misericórdia, que só Ele pode nos dar.

No amor do Pai,

William Pessôa

Desabafo


É a arte de derramar a alma perante o Senhor, retirando de dentro e colocando para fora todo e qualquer sentimento, mágoa, ressentimento, queixas, inquietação, ansiedade, medo, indignação desmedida, revolta e coisas assim.

Texto: Salmos 62.8: “Confie Sempre em Deus, meu povo! Abram o coração para Deus, pois ele é o nosso refúgio”.

Salmos 62.8: “Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio”.

A Bíblia Sagrada nos encoraja a efetuarmos o desabafo, observamos através dos livros de Jó e Salmos que contém inúmeros desabafos.

Ana também desabafou em I Samuel 1.15-16, quando disse: “... estou desesperada e estava orando, contando a minha aflição ao Senhor. Não pense que sou mulher sem moral. Eu estava orando daquele jeito porque sou muito infeliz e sofredora.”

Esta expressão de desabafo, em sua maioria na Palavra é relatada como sendo “derramar o coração perante o Senhor, como o salmista o fez 142.1-2: “Eu clamo a Deus, o Senhor, pedindo socorro; eu suplico que me ajude. Levo a ele todas as minhas queixas e lhe conto todos os meus problemas”.

Paulo escreveu aos Gálatas 6.2: “Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo”. Ou seja, Paulo quis dizer: Partilhem as mesmas dificuldades e problemas uns dos outros, obedecendo desta forma à ordem do Senhor.

Queridos, a própria medicina encoraja o desabafo, sendo esta umas das maneiras para combater o estresse, doenças do coração.

Como parceiros em nosso desabafo, devemos utilizar, aqui faço menção a três coisas:

1) Desabafo espiritual: que é a conversa, a exposição de sentimentos perante a Deus, através da oração e súplicas, quando efetuado de todo o coração e com fé, interrompe uma situação de intensa e imensa amargura vivenciada pela pessoa.

2) Desabafo doméstico/familiar: Entre os membros da família, ligados pelo amor e pela carne, entre os membros da igreja, irmãos da fé, ligados pelo amor e pela mesma fé que os une em Cristo.

3) Desabafo Clínico: É o efetuado perante o pastor, perante um conselheiro religioso, ou mesmo, um profissional capacitado, como um psicólogo, psicanalista ou mesmo psiquiatra.

Quero dizer-lhe que desabafo não é pecado, pecado é você guardar, alimentar estes sentimentos de rancor, tristeza, dentro de você, onde o fará remoer e trazer gaves males à sua vida física e espiritual.

Rapidamente quero trazer à vossa memória o desabafo de Jó, pois ele conhecia e praticava a arte do desabafo, conforme vemos em Jó 7.11 “Por isso, não posso ficar calado. Estou aflito, tenho de falar, preciso me queixar, pois o meu coração está cheio de amargura”. No capítulo 10.1: “Estou cansado de viver. Vou me desabafar e falar da amargura que tenho no coração”. Já no capítulo 16.6: Mas, se falo, a minha dor não se acalma, e, se me calo, o meu sofrimento não diminui”.

Além disto, Jó fazia perguntas ousadas, como descrito em Jó 3.11-12: “Porque não nasci morto? Porque não morri ao nascer? Porque a minha mãe me segurou no colo? Porque me deu o seio e me amamentou?” no versículo 20-21: “Por que os infelizes continuam vendo a Luz? Por que deixar que vivam os que têm o coração amargurado? Eles esperam a morte, e ela não vem, embora a desejem mais do que riquezas”, já no capítulo 6. 11-12: “Onde estão as minhas forças para resistir? Por que viver, se não há esperança? Será que sou forte como a pedra? Será que o meu corpo é de bronze?”

Imagino as queixas de Jô como deveriam ser, ao analisar o que Jó chegou dizer no capítulo 16.2: “Já ouvi tudo isso antes; em vez de me consolarem, vocês me atormentam. Já no capítulo 19. 17-19, diz: “A minha mulher não tolera o mau cheiro de minha boca; os meus irmãos tem nojo de mim. Até as crianças me desprezam; assim que me levanto, já estão zombando de mim. Todos os meus amigos íntimos me detestam; as pessoas que eu mais estimo estão contra mim. No capítulo 30.26: “Eu esperava a felicidade, e veio a tristeza; eu aguardava a luz, e chegou a escuridão”.

Quero deixar claro que desabafar, não é murmurar, embora a linha de separação entre os estes seja muito tênue, próxima, tanto que uma coisa pode até ser confundida com outra. A diferenciação é que se for uma exposição respeitosa na presença de Deus de alguma tristeza, de algum sentimento que está a corroer a sua vida, a sua alma, então o desabafo não é pecado. O desabafo, deixa de ser desabafo, quando não se fala mais com Deus, mas contra Deus. Aí entra a murmuração que é pecado grave, conforme relatado em I Coríntios 10.10.

Antes de terminar minhas singelas palavras, quero te fazer algumas perguntas:

1) Onde tens colocado aquele arquivo enorme de mágoas, ressentimentos e lembranças negativas?

2) Em sua experiência pessoal, “alegria compartilhada é alegria aumentada e dor repartida é dor diminuída?

3) Que julgamento você faz de Jó ao ler o seu desabafo: “ Detesto a vida; não quero mais viver” (Jó 7.15-16)?

Se você querido irmão ainda tens guardado dentro de você, de seu coração, estes sentimentos negativos, que causam tristezas, incômodos em seu viver, quero convidá-lo a exercitar o recomendado pelo apóstolo Paulo, trazendo à presença de Cristo todo pensamento, e este pensamento deve vir aprisionado.

Se você tem dificuldade em compartilhar a sua alegria e repartir a sua dor, quero convidá-lo neste momento a rever os seus conceitos, pois Cristo Jesus aqui está para te ajudar e mudar o quadro de sua vida.

Se você encontra-se como Jó que perdeu a alegria de viver, venha saciar neste momento pois a fonte da vida está aqui, a fonte da alegria, do prazer, do refrigério, do deleite, do bálsamo, venha até Jesus, pois Ele permanece de braços abertos para te ajudar, te fortalecer, te orientar e te dar a direção, o escape, o alívio, a paz que tanto procuras, aproveite a oportunidade. O Mestre te chama!

No amor do Pai,

William Pessôa



(baseado na apostila de práticas devocionais, de autoria de Élbem M. Lenz César, proferida no Acampamento Igreja Presbiteriana Ebenézer de São Paulo no período de 24 a 28/02 de 2.006), Bíblia Sagrada na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Jesus quebrando barreiras




Texto base: S. João 4.1-41

Querido leitor, quero fazer menção neste texto sobre a passagem de Jesus por Samaria, ou seja, era necessário que Jesus passasse em Samaria.

Jesus nesta passagem quebrou várias barreiras, derrubando-as tudo em prol da proclamação do Reino.

A primeira barreira quebrada por Jesus foi a barreira da religiosidade, onde os samaritanos, eram considerados imundos;

A segunda barreira quebrada foi a barreira do preconceito, Jesus rompeu com os costumes da época, conversando com uma mulher, onde os religiosos da época evitavam o contato com mulheres que não fossem suas parentes, também era proibido ensinar as escrituras a uma mulher, mas Jesus queria levar a Palavra de vida eterna à aquela mulher necessitada e sedenta.

A terceira barreira rompida por Jesus foi a barreira territorial, onde Jesus foi apregoar a Palavra a toda a criatura, quem fossem da Judéia, de Samaia ou mesmo de Gadara, não deixando-a adstrita tão somente aos judeus.

A Quarta barreira quebrada foi a barreira do cansaço, onde Jesus cansado pela viagem, demonstrou a sua humanidade, ao assentar-se junto a fonte de Jacó, por volta da hora sexta, que simboliza o meio-dia, um horário improvável eu alguém fosse buscar água, por causa do calor e intensidade do sol.

A quinta barreira quebrada foi a barreira dos costumes, Jesus veio para cumprir a lei, mas veio também para quebrar tabus, costumes, outrora impostos pelos fariseus, que sequer eles mesmos conseguiam cumprir, como o conversar com uma mulher, o pedir água, ou mesmo o seu diálogo para com uma samaritana e ainda uma pessoa que provavelmente não possuía boa fama em meio à sua sociedade, pois levava uma vida alternativa à sociedade local.

A sexta barreira quebrada foi a barreira do impossível, que é o fornecimento da água viva, da água que sacia o sedento espiritual, o que é impossível aos homens fazer, Jesus fez em vida daquela mulher, dando-lhe gratuitamente da água da vida, da água que nos sacia e fez daquela mulher sedenta, uma fonte de água viva a jorrar em meio àquela sociedade onde estava aquela mulher a viver.

A sétima barreira quebrada foi a barreira espiritual, onde fora quebrada a cegueira espiritual dos moradores daquela cidade, os quais com o testemunho daquela mulher, passaram a crer em Jesus, como o filho de Deus, onde irradiantes pelo seu agir sobrenatural, lhe pediram para que ficasse com eles por mais dois dias, onde já não mais fazia grande efeito o testemunho daquela mulher, mas sim, o que ouviam, viam e tiveram a plena certeza de que Jesus o que operara o milagre na vida daquela mulher samaritana, é o Salvador do mundo.

Este Jesus que rompeu estas barreiras, continua a romper, a mudar histórias, transformar vidas e quer fazer muito mais em seu viver. Jesus o Salvador do mundo, quer mudar a sua história e selar com o passaporte da salvação, ouça o chamado, renda-se à Ele e serás uma nova pessoa em Cristo Jesus.

No amor do Pai,

William Pessôa.

2 de abril de 2011

Os dois tipos de pessoas que clamam por um milagre, em qual deles desejas estar?





Texto base: S. Lucas 8. 26-39



Querido leitor, nesta passagem, nos é relatada a situação caótica que se encontrava o povo gadareno, onde tinham lutado com todos os recursos e esforços, mas em nada tinha adiantado para trazer o alívio e a solução que eles tanto queriam.

É de se observar que eram pessoas que se comoviam com a situação do outro, queriam ver o doente são, não somente vê-lo liberto, mas queriam paz, sossego, tranqüilidade e segurança para a comunidade.

Eles queriam a libertação daquele homem que andava insano, nu, gritando durante a noite, em meio aos túmulos, nos diz a Palavra que ele era selvagem, extremamente perigoso, se auto-mutilava, dilacerava-se, era rejeitado e temido por todos.

Quantas vezes os gadarenos clamaram por libertação, fico a imaginar quantas reuniões fizeram, onde chegaram até a prender o endemoniado, com argolas e grilhões, mas em nada adiantava, pois este quebrava-os e mais enfurecido ficava.

Mas aprouve a Jesus, passar por ali, e onde Jesus passa milagres acontecem, e naquela comunidade não seria diferente.

Onde manifesta-se a glória de Deus, manifesta-se também a sua justiça, e o endemoninhado ao ver Jesus, saiu correndo ao seu encontro, pois reconheceu o Senhorio de Jesus pela imagem resplandecida do Pai em vida de Jesus, e correndo aos seus pés se prostrou e o adorou, dizendo: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes”. Ali naquele instante, foi manifesta a justiça e também a misericórdia divina sobre a vida daquele homem atormentado e sobre a comunidade angustiada.

E o milagre chegou em vida daquele gadareno rejeitado que vivia à margem da sociedade de forma desumana e totalmente insana, Jesus o libertou daquela legião de demônios que tanto o atormentavam e por conseqüência atormentavam a todos daquela comunidade.

Os moradores de Gadara, aproximaram-se de Jesus para ver o milagre, que tanto lutaram para conseguir e jamais tinham conseguido êxito, mas ali estava totalmente assentado aos pés de Jesus, vestido, cônscio, ouvindo os ensinamentos do Mestre.

Quero trazer à vossa memória, querido leitor, a imagem do homem outrora pocesso, agora liberto, vendo o que não via, compreendendo o que jamais compreendera, recebendo carinho, afago, e compreensão, e a outra imagem dos outros homens, co-cidadãos, moradores de Gadara, que pasmado e com grande temor, recusaram-se assentar com Jesus a ouvir os seus ensinos.

Temos aqui dois tipos de pessoas, o que viu Jesus, ouviu as suas palavras, ensinos, e sentiu o toque do Mestre, este totalmente liberto, quis seguir a Jesus de perto. Já o outro tipo, não viu o milagre, apenas ouviu, mas sentiram a presença de Jesus, estes últimos simbolizam os moradores de Gadara, que sentiram a presença Jesus, onde foram apenas iluminados, pela manifestação da Glória de Deus refletida no Filho, mas não foram transformados, como o que aconteceu com o Homem agora liberto.

Após esta manifestação milagrosa, os moradores de Gadara, expulsaram Jesus de suas vidas, de suas terras, pois temiam que Jesus viesse a controlá-los, eles queriam viver a seu bel prazer e costume, não queriam estar sob a submissão do Mestre. Já o homem liberto, transformado, queria estar com Jesus, ao lado, junto, perto, pois sabia e sentia o milagre vivenciado em sua vida, tanto que implorou a Jesus que o deixasse a entrar no barco. Mas Jesus o despediu, dizendo: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então, foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito”. Observemos que Jesus não somente atuou no visível em sua vida, mas também em sua vida espiritual, trouxe alívio, paz, refrigério, alegria.

Agora querido leitor, após observarmos esta leitura, te pergunto em qual tipo de pessoa desejas estar, no que querem apenas o milagre, a libertação, ou no tipo de pessoa que não só quer o milagre, a libertação, mas quer também o abençoador e ao seu lado estar, para controlar a sua vida? Reflita como tens se portado, diante das manifestações de benções do Senhor em sua vida?

Tens afastado de seu viver, ou tens trazido para junto de si e disposto a seguí-lo? Repense em como tens agido, aproveite, Cristo te dá esta oportunidade em rever conceitos e ser agraciado por sua imensa Graça e misericórdia, ou se não deres ouvidos, temo a dizer-lhe que em sua vida será manifesta a ira, a justiça do Pai, espero que você venha a optar pela graça e misericórdia que o Filho está a te oferecer, para religar a sua comunhão com o Pai.

Que o Senhor Jesus continue a falar melhor em cada um de nossos corações.



No amor do Pai,



William Pessôa.

29 de março de 2011

As Janelas que aparecem em sua vida


As Janelas que aparecem em sua vida. Em qual delas você se apoiaria?
Queridos leitores deste simplório blog, quero trazer à vossa memória este breve texto devocional, apresentar-lhes esta breve reflexão sobre algumas janelas que se abrem em nossas vidas, que podem mudar por completo o nosso viver, espero que ao final, possamos nós escolher as janelas certas, as quais faremos uso em o nosso viver diário para com Deus.

De início nos é necessário definirmos a palavra janela, como um objeto que serve como receptividade, não só para receber a luz, como o ar, mas também, como comunicação do interior para o exterior, não é usada para passagem de pessoas, somente para a passagem de ar e luz, e manter uma ligação do interior com o exterior.

Então trataremos aqui sobre cinco janelas que se abrem em nossas vidas, que mudam o nosso comportamento, aproveite querido leitor e faça uma reflexão sobre qual destas janelas abaixo, tens feito uso em sua vida.

1) Janela da INDIFERENÇA, conforme encontra-se registrada em Atos 20. 7-9, que nos diz: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até meia-noite. Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estavam reunidos. Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o discurso prolongado de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto.

Esta passagem nos mostra o perigo em não darmos a devida atenção e ouvidos à voz de Deus, onde corremos o risco de dormirmos profundamente e assim sendo, acabamos como o jovem caímos dentro da própria igreja, que em nossa liturgia é o local onde estamos adorando ao Senhor e por isto, devemos fazer com devoção, gratidão e entusiasmo, senão também nós, cairemos, pois seremos vencido pelo sono, pelo cansaço.

2) Janela da CRÍTICA, esta janela é descrita em II Samuel 6.16, que diz: “Ao entrar a arca do Senhor na Cidade de Davi, Milcal, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo o rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração.

Por ter Milcal criticado a atitude do rei Davi em se alegrar pelo retorno da arca à Cidade de Davi, foi repreendida pelo rei e também como conseqüência ficou estéril até o dia de sua morte, não gerando filhos tampouco recebendo a dádiva divina de ser mãe, não pode desfrutar em sua jornada terrena.

3) Janela da OCIOSIDADE, também está descrita em II Samuel 11.2 quando o rei Davi no tempo dos reis irem para a guerra, ele preferiu ficar em casa, desfrutando do conforto do palácio real, porém por estar ocioso, com a mente vazia, deparou-se com a janela real onde avistou uma mulher casada, Bate-Seba, banhando-se, e de maneira discreta e escondida, passou a observar e cobiçar aquela mulher, cujo esposo, Urias, ao contrário do rei, estava na batalha, lutando, com a mente ocupada, com o objetivo de guerrear, o rei mandou-a chamar, e por estar desacompanhado de pessoas experientes, nenhum dos seus comandados teve a coragem ou mesmo a disposição em avisar o rei que aquela mulher era casada, mesmo que lhe custasse a vida, deveria ter abortado a missão.

Cuidado, tenha sempre a sua volta pessoas experientes e prudentes, que mesmo sabendo que poderão nos ferir, sempre nos falam a verdade e nos mostram que estamos trilhando erroneamente.

Querido leitor as janelas que acima descrevemos são as janelas que nos conduzem ao fracasso, quando não, à morte espiritual, roubam a nossa alegria e comunhão com o Mestre. São as janelas que nos levam ao pecado e trazem assim, graves conseqüências em o nosso viver.

Agora vamos apresentar três janelas, as quais defino como janelas espirituais, que se abrem em nossas vidas, que nos trazem comunhão com Deus, e por conseqüência trazem bênçãos divinas sobre as nossas vidas.

4) Janela da ORAÇÃO, é baseada no livro do profeta Daniel 6:10: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrando em casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas ao lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus como costumava fazer”.

Querido leitor, esta janela é de suma importância na vida do cristão, pois não importa as circunstâncias, as ameaças, o risco, que possamos nós, também cristãos, deixarmos as janelas de nossas casas, abertas para Jerusalém, e em meio a turbação vivenciada pessoalmente, que continuemos a orar como de costume, sem parar, sem vacilar, crendo, confiando e esperando que n tempo oportuno a vitória virá da parte de Deus pai, para nos socorrer.

5) Janela da Fé, esta janela é relatada em II Reis 7.1-2, que diz: “Então disse Eliseu: Ouvi a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, a estas horas mais ou menos, dar-se-á um alqueire de flor de farinha por um ciclo, e dois de cevada, por um siclo, à porta de Samaria. Porém o capitão cujo braço o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus: Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poderia suceder isso? Disse o profeta: Eis que tu o verás com os teus olhos, porém disso não comerás.

Esta janela, mostra-nos que devemos agir com a atitude do capitão, mas sim, exercitarmos a nossa fé, acreditarmos nas palavras do Profeta, ou seja, devemos confiar pacientemente, pois o Senhor é quem garante a vitória, o livramento, o escape para todos aqueles que Nele confiam e esperam, pois são abençoados.

6) Janela da CONTRIBUIÇÃO, esta janela é descrita em Malaquias 3:10, onde Deus, após nós efetuarmos a sua vontade, que façamos prova Dele que Ele irá abrir as janelas do céu e fará descer sobre nós toda a sorte de bênçãos, seja no reino espiritual ou mesmo material. Mas certo é que, Deus nos abençoará.

Enfim querido leitor, espero que tenhas conseguido refletir nestas janelas acima apontadas, aqui neste devocional, e que em seu viver diário, sejas ainda mais abençoado em o nome de Jesus, que Ele te conceda misericórdia, graça e paz, a Ele toda honra, glória, louvor e poder para todo o sempre.

No amor do Pai,

William Pessôa

24 de março de 2011

A preparação é necessária




Querido leitor, se a preparação é necessária em nossa vida material, o mesmo ocorre na vida espiritual, vemos já esta recomendação dada ao povo israelita pelo profeta Amós, quando orienta o povo a preparar para o encontro com Deus, pois estavam preocupados com a preparação da vida cotidiana.

O mesmo em maioria das vezes ocorre conosco, nos preparamos pra ir a escola, faculdade, namoro, casamento, nos preparamos para os filhos, projetando o nosso futuro, mas nesta correria imposta pelo mundo tecnológico e capitalista, no qual, estamos inseridos, a nossa preparação dá-se tão somente nas coisas referentes ao dia a dia, onde queremos acumular mais e mais, para garantir um futuro promissor a nós e a nossa descendência. Nos esquecendo de nos prepararmos para o nosso encontro com Deus.

Sim, pois o que mais vale é a nossa alma, qual é eterna, já o corpo é corruptível e mortal, mas se em Cristo estamos e afirmamos isto, então nós, nova criatura somos e, passamos a ter vivificada em nós a natureza espiritual, outrora morta em delitos e pecados. E desta natureza Deus pedirá conta de nós, de cada um individualmente.

Apóstolo Paulo em I Coríntios 3.16, nos diz que em nossa vida espiritual devemos nos preparar, pois somos santuário de Deus, portanto, devemos ter cuidado com o que e para que estamos nos preparando, será que nesta nossa preparação, em o nosso cuidado, zelo, estamos a valorizar, a incluir Deus, priorizando-o em nossa preparação, dando atenção maior à nossa vida espiritual, ou apenas nos preocupando com a preparação material e passageira? Uma boa pergunta para nossa reflexão pessoal e interior.

Talvez você até diga: Sim, eu preciso me preparar, mas como me preparar espiritualmente e como ser santuário de Deus? O profeta Ageu nos responde a esta indagação, onde no livro de Ageu 1.8, diz: “Subi ao monte, trazei madeira, edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o Senhor”.

A recomendação para subir ao monte é que Deus habita nas alturas, é uma recomendação para nós o buscarmos, trazer a madeira, simboliza o nosso trabalhar diário, o esforço humano, o edificai a casa, simboliza, atentarmos que o nosso arquiteto é Cristo o Senhor, o qual, nos orienta onde, como e quando proceder em nossa edificação na presença Dele, sabendo que Ele é a pedra angular a pedra fundamental, de esquina, que nos fortalece.

Querido Leitor, após fazermos isto de coração, Deus se alegrará e quando Ele se alegrar, e nós glorificarmos o Seu nome, então querido leitor, a benção descerá sem medida sobre as vossas vidas.

Querido leitor, em nossa preparação teremos dificuldade, mas deixo uma recomendação para que observes quando estiveres em seu esforço pessoal, que é o escrito em Gênesis 4.7, que nos diz: ...”eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. Querido leitor, é você que tem que dar um basta! Você está disposto a ser um santuário de Deus?

Que o Deus que nos prepara, que nos fortalece, continue a falar melhor em os nossos corações.

No amor do Pai,

William Pessôa

23 de março de 2011

Aprenda a obter sucesso em sua vida


II Reis 6.1-7 “Disseram os discípulos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós. Vamos, pois, ao Jordão, tomemos de lá, cada um de nós uma viga, e construamos um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide. Disse um: Serve-te de ires com os teus servos. Ele tornou: Eu irei. E foi com eles. Chegados ao Jordão, cortaram madeira. Sucedeu que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou e disse: Ai! Meu Senhor! Porque era emprestado. Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Mostrou-lhe o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro. E disse: Levanta-o. Estendeu ele a mão e o tomou”.

Querido leitor, nesta passagem quero trazer um segredo das sagradas escrituras, para aplicação em nossa vida e assim venhamos a ser abençoados em nossa caminhada.

Observemos que os discípulos do profeta Eliseu, é em bom tempo salientar que nós hoje representamos os discípulos e o profeta Eliseu, representa a figura de Cristo em nossas vidas.

Onde os discípulos, queriam aumentar as suas casas, queriam alargar a morada deles, junto ao profeta, pois ali obtinham além da comunhão com Deus, tinham também experiências constantes, vivenciavam milagres e paz com Deus que era algo ímpar. Era um ambiente de paz, de harmonia.

Mas os discípulos mesmo com boa intenção, não ousaram tomar a iniciativa de aumentar a sua casa por conta própria, eles como discípulos, imitadores, aprendizes, pediram autorização para aumentar, e esta lhes foi concedida.

Mas mesmo com a autorização, com a benção, se o profeta está ao nosso lado, porque o deixarmos de lado? Porque não o convidarmos a ir conosco, neste nosso trabalhar?

Querido leitor, se você também quer ter sucesso em sua vida, ao sair para trabalhar, não peça a benção, a autorização, peça também a companhia Dele em sua vida jornada, pois quando estiveres na lida diária, se algum imprevisto vier a te suceder, Ele estará por perto, para te ajudar, te salvar, e então serás bem sucedido, pois contarás com a presença e companhia do Sacerdote, que hoje simboliza Jesus em nossas vidas.

Que o Senhor Jesus continue a falar melhor em os nossos corações.

No amor do Pai,

William Pessôa.

22 de março de 2011

Qual é a tua preocupação?



Querido leitor, em nosso viver diário somos acometidos por várias situações, algumas rotineiras, outras um tanto incomum, que nos deixam de sobremodo na expectativa, na ansiedade, acabando por nos deixar preocupados. Faz parte do ser humano, as preocupações da vida.

Mas nos é necessário exercitarmos a nossa confiança em Deus, fazendo conforme fez o salmista no Salmos 37:5 onde ele entregou, confiou e esperou em Deus o seu viver e pode então ser bem aventurado, naquilo que fazia, pois o Senhor lhe conduzia o caminho a seguir e a direção a ser tomada, creio que deveria ficar também o salmista, de certa forma preocupado, mas não deixava de colocar a sua confiança em Deus e aguardar nele a resposta, ou seja, não alimentava o salmista este sentimento em seu coração.

Quero compartilhar com você o ocorrido na passagem explícita no I livro de Samuel 13.8-14, que nos diz: “Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali. Então, disse Saul: Trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás. Eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda, não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocausto. Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o Senhor confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou a si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.”



Querido leitor, permita te fazer esta pergunta: Qual é a tua preocupação? O que te aflige? Olha, o Senhor já não te tens falado? Resta agora você exercitar a as fé, pois Ele não é filho do homem para que minta e se Ele prometeu livramento, paz, alívio, descanse pois Ele virá no tempo já determinado por Ele, em seu socorro, para que assim possas dar glórias ao Seu santo nome.

Você faça neste momento uma reflexão em sua vida, reflita nas promessas que o Senhor fez a você, quem sabe hoje, você não vê mais esperanças, quem sabe está dando o sonho por morto, por encerrado, mas o que Deus prometeu irá se cumprir em sua vida, mas é no tempo e modo de agir Dele, não nosso, precisamos entender desta forma.

A vida secular, nos leva aliada a era tecnológica, qual estamos inseridos, na vida “on-line”, onde ao apertar o “enter” a resposta já vem de imediato, mas precisamos manter em nossas mentes que com Deus é diferente, somos nós barro e ele o oleiro, que nos molda conforme a sua vontade e não conforme a nossa vontade.

O Senhor já tem falado a você sobre o que Ele vai fazer em sua vida e em vida dos seus familiares, portanto, quero deixar uma observação, uma recomendação a você, que mesmo você tendo boas intenções, não ouse tentar ajudar a Deus, naquilo que não tens autorização para fazer, pois levará você a perder a benção. Sim, não me refiro a perder a benção, como acontece em alguns casos, como aconteceu com Abraão, ao usar Agar, para que lhe pudesse dar filhos, retardou a benção, passou por um silêncio de 13 anos em sua vida, até que o Senhor novamente apareceu em sua vida e lhe disse “nada na minha presença e sê perfeito”.

Querido leitor, que você não venha a perder a benção que Deus colocou em suas mãos, como o que aconteceu com Saul. Aprenda a esperar no Senhor pelo livramento, pela salvação.

Quem sabe você se assemelha com Saul, ao ver os seus companheiros de luta correndo com medo do inimigo, quem sabe mesmo Deus tendo falado que vai agir, te dar vitória, trazer de volta aquilo que perdeu, mas você ainda duvidoso, quer “ajudar” a benção se concretizar depressa, até mesmo como o aconteceu com Saul, forçado pelas circunstâncias, quer oferecer sacrifício a Deus, mas aprenda a esperar, pois o Sacerdote, virá ao seu encontro no tmepo certo e determinado por ele.

Este sacerdote que na passagem foi Samuel, é simbolicamente também representado em nossas vidas, como o Senhor Jesus vindo ao nosso encontro, como nos tem prometido, para nos dar o livramento, nos entregar a vitória e confirmar assim, as suas bênçãos sobre as nossas vidas.

O Sábio no livro de Eclesiastes 7.8, diz que “a opressão faz endoidecer até o sábio”, por isso, precisamos colocar todos os nossos sentimentos e pensamentos como o recomenda o apóstolo Paulo, levando-os cativos à presença de Cristo.

Aprenda a esperar, pode até ser difícil, desencorajador, mas resta um pouquinho só de tempo e que é de vir virá e não tardará, Jeremias 17.7, nos diz é abençoado o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Saul esperou, mas não aguardou até o último segundo, que você possa fazer diferente aguardar, pois o nosso Deus é o senhor do tempo, Ele é o criador.

Portanto querido leitor, deixe a sua preocupação de lado, não a alicerce em seu coração, pois serás dolorido para você, mas coloque-se em posição de prontidão e confiança no Senhor, que Ele já vem ao seu encontro como já te tens falado.

Olhe para Cristo, não olhe para as dificuldades, pois com Cristo seremos mais que vencedores, pelo poder que há no nome dele, pois ele jamais nos abandona.

Não ouse ir além daquilo que o Senhor te ordenou a fazer, o holocausto, só o sacerdote pode fazer, portanto, permaneças na posição de adorador, a Ele dando glórias sem cessar.

Que o Senhor Deus continue a falar melhor em nossos corações.

No amor do Pai,

William Pessôa

19 de março de 2011

O mais fraco é o mais necessário!




Querido leitor, parece até uma contradição, o mais fraco ser o mais necessário, o mais útil, quando em o nosso pensar, temos em mente que sempre o mais necessário é o mais forte, mas na vida cristã, ocorre o inverso, diz a Palavra que, Ele usa as coisas que não são, para confundir as que são. Paulo relatou em I Coríntios 1.28, que Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são.

Ou seja, os que aparentam para este mundo secular serem os mais indignos, os mais fracos, os excluídos, sem importância, na realidade estes, são os mais necessários e, foi para estes que Jesus veio ao mundo, em S. Mateus 11. 28-30, onde vemos que Jesus veio para os fracos, sobrecarregados, oprimidos, que Ele é o alívio, Jesus veio para os doentes, os excluídos, os rejeitados, ele não veio para os sãos, para os fortes, pois estes não precisam de ajuda, mas graças a Deus, Ele, veio para mim, veio para você, sim querido leitor, Jesus é o alívio para a vossa alma, a paz que o ser humano tanto anseia ter, e isto ele faz em seu viver de forma gratuita, basta tão somente você ir até Jesus e podes até me perguntar: mas como irei até Jesus? Não precisas, pois, ele já veio ao seu encontro, basta você confessá-lo como o seu único e suficiente Salvador e entregar a sua vida nas mãos dele e deixar que ele venha a conduzi-lo pelo caminho que ele tem determinado para a sua vida.

Lembre-se sempre que para Deus o mais fraco é o mais necessário!

Temos na Bíblia Sagrada, vários relatos de pessoas que eram perante a sociedade, perante a família considerados os mais fracos, mas foi em vida destes que Deus usou para manifestar a sua glória, o seu poder, lembremos da vida do jovem José, era o mais fraco de sua família, mas este era o alerta de seu pai, que o avisava das travessuras de seus irmãos, conforme relatado está em Gênesis 37.2. O jovem Samuel também era o mais fraco, perante a congregação, era o mais jovem também, porém estava a crescer em estatura e em favor do Senhor e dos homens, I Samuel 1.26.

Querido leitor quero trazer à sua memória, sobre a importância do menor, do mais fraco, do desprezado, onde posso afirmá-lo que a mesa somente será posta perante os seus, quando este estiver assentado, muitas vezes a família, os amigos, a igreja, esquece-se de você, não lhe dando a devida atenção de que precisas, coloca-o em um lugar arredio, até mesmo em uma cova, como fizeram com José, ou mesmo, o que Jessé fez com o seu filho Davi, quando por ser menor, mais fraco, o mais ruivo, esqueceu-se de apresentá-lo ou mesmo de convidá-lo, convocá-lo para o banquete feito para receber o profeta Samuel, mas a ceia, a refeição, somente será liberada quando o menor, o mais fraco chegar à reunião. Ou seja, podem até ter esquecido de você, deixando-o de lado, mas Deus jamais esqueceu-se de você, Ele tem um propósito para cumprir em seu viver, o homem pode até tentar frustrar, matar os seus sonhos, ou mesmo tentar impedir o agir de Deus, mas a Palavra nos diz: “Operando Deus quem impedirá?” ou mesmo, que pode até uma mãe se esquecer de seu filho, mas Deus jamais esquecerá de você, pois as suas palavras não voltam atrás e tampouco Ele não é filho do homem para que minta.

Querido leitor enquanto o menor, como o acontecido na vida do jovem Davi, o mais fraco não se apresentar, a benção não será liberada, concretizada em meio à sua família, em meio à sua igreja.

Muitas vezes estamos trabalhando no serviço cristão e temos este sentimento de fraqueza, de inutilidade, conforme o mesmo experimentado por Paulo, em I Coríntios 12.7-9, mas Deus sempre vem com o bálsamo de Gileade sobre as nossas vidas, e disse a Paulo, “A minha graça te basta”, que você também possa fazer uso desta benção depositada em vida de Paulo, onde Senhor diz a você, olha, ei amigo, filho, se preocupe não, pois a minha graça te basta! Ela te completa, ela te fortalece, te anima, te renova, te revigora.

Que possas dizer como disse o profeta Joel no capítulo 3.10b: “... diga o fraco, eu sou forte”, complemente como o disse o salmista Davi, o Senhor é a minha força, de quem me recearei?

O profeta Samuel disse em I Samuel 2.4: que os fracos serão cingidos de forças, neste momento o Senhor te fortalece para que sejas visitado, abençoado por Deus, e assim o nome do Senhor ser glorificado em seu viver. Se neste momento você está ainda sofrendo, sentindo fraco, rejeitado por alguém, por alguma situação adversa que surgiu em sua vida, recomendo a leitura dos escirtos de S. Tiago 5.13-16, que nos diz: “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante Louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé, salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.

Querido leitor, finalizo trazendo à vossa memória, a recomendação e benção apostólica de Paulo ao jovem Timóteo, em I Timóteo 1.2, onde afirma: “a Timóteo, verdadeiro filho na fé, graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. Timóteo era jovem e considerado pro alguns fracos, inexperiente, mas o apóstolo Paulo o abençoou em nome de Jesus, desejando-lhe que a graça, misericórdia e paz de Deus, o acompanhasse em sua caminhada cristã. Que esta mesma benção apostólica seja derramada sobre as vossas vidas.

Que o Senhor Deus, continue a falar em nossos corações.

No amor do Pai,

William Pessôa.

Sentimentos que nos levam a afastar de Deus




Querido leitor, sentimentos que o inimigo usa para nos afastar de Deus, são de várias formas e as investidas são desde as mais sutis até as mais pesadas e dolorosas.

Mas neste breve discorrer sobre o assunto em voga, quero trazer à vossa memória cinco sentimentos que o salmista Asafe teve quando estava no lado de fora do tabernáculo, chamando o povo para vir a adorar a Deus, onde tomaremos por base o disposto no Salmos 73.

Dos cinco sentimentos que faremos menção, expostos estão a seguir:

Primeiro sentimento sofrido por Asafe: SENTIMENTO DE INVEJA, o salmista Asafe, no versículo 3, diz: “Pois eu INVEJAVA os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.

Este sentimento quando alimentado dentro de nosso coração, leva-nos não somente à morte física, mas também a morte espiritual, lembremos da história de Caim e Abel, quando Caim matou o próprio irmão por pura inveja, conforme relatado em Gênesis 4.7-8. Que não venhamos a alimentar este sentimento dentro de nossos corações.

Segundo sentimento sofrido por Asafe: SENTIMENTO DE INUTILIDADE, este sentimento relatado pelo salmista nos versículo 13, onde deixou registrado: “Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência”, e assim, começa a perseguir nossos pensamentos, levando-nos a pensar que somos derrotados, mas que repreendamos este sentimento, pois Cristo tem implantado em nós o sentimento de utilidade, de vitoriosos pelo poder que Ele nos concedeu. Se você tem ou teve em algum momento de sua vida este sentimento, não se assuste, mas tenha forças, peça a Deus auxílio para combatê-lo, pois vários personagens da Bíblia Sagrada, tiveram este sentimento de fracassado, derrotado, mas Deus proveu a vitória, observemos a história de Ana, mulher temente Deus, mãe do Profeta Samuel, conforme escrito está no livro de I Samuel 1.6, onde Ana, sentiu-se fracassada, humilhada por sua companheira e até pelo sacerdote foi incompreendida, por não poder ter filhos.

Querido leitor, afaste este sentimento de sua vida em nome de Jesus, faça como fez o apóstolo Paulo, na sua recomendação aos irmãos ali em Corinto, conforme registrado está em I Coríntios 15.9-10, quando ele afirma que: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Cristo. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e sua graça que me foi concedida, não se tornou em vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo”.



Terceiro Sentimento sofrido por Asafe: Sentimento de opressão, de aflição, observemos o relatado no versículo 14: “Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado”, quanto a este sentimento faço menção ao que o pregador escreveu no livro de Eclesiastes 7.8, onde nos afirma que: “A opressão faz endoidecer até o sábio e, o suborno corrompe o coração”. A aflição contínua deixou muito atormentado o salmista, pois além de contínua, a cada manhã, a cada raiar do sol em sua vida, recebia castigo, então o seu viver diário era de aflição, sofrimento.

Querido leitor este sentimento quando está posto em nossa nossa porta, nos deixa de sobremodo angustiados, inquietos, tirando a nossa paz, trazendo cansaço, fadiga, não só em vida física, mas também em vida espiritual. Que possamos olhar para Cristo que é o autor e consumador de nossa fé, para que este quadro seja repentinamente expelido de nosso viver.

Quarto Sentimento sofrido por Asafe: Sentimento de perturbação, versículo 16: “Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim”, ou seja o salmista, por si só, não conseguia compreender a situação vivenciada em sua vida, o Salmista Davi também experimentou situação idêntica à de Asafe, tanto que foi relatada no Salmos 42.5, onde ele perguntou à sua alma, pois não conseguia entender: “Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei”, observemos que em meio a tormenta vivenciada pelo salmista, ele ainda esperava em Deus por um livramento e pelo alívio que tanto esperava, que você também possa esperar em Deus, afinal, Ele é a nossa única esperança.

Quinto Sentimento sofrido por Asafe: Sentimento de ignorância, de ser irracional, no versículo 22: “eu estava embrutecido e ignorante; era como um animal irracional à tua presença”. Este sentimento quando guardado e exercitado dentro do ser humano, principalmente, dentro da vida do cristão, o leva a blasfemar, a praguejar até mesmo ao Criador, sim pois deixa-se cegar pela dificuldade vivenciada e ao invés de agir pela fé, fica cético e sem conseguir raciocinar, por isso, comete tal barbariedade.

Mas querido leitor, graças a Deus que nos alerta e sempre traz uma mensagem aos nossos corações, para nos alentar, nos renovar, abrir os nossos olhos e ouvidos espirituais, bem como, trazer juízo, raciocínio cristão de volta ao nosso viver, para assim o nome Dele ser glorificado em o nosso viver diário e constante.

Acredito que quando Ana, mãe do profeta Samuel, estava orando e foi interpelada pelo sacerdote Eli, ela só não praguejou, pois estava dentro da casa de Deus, mas imagino que o sentimento por ela experimentado, naquele momento específico, foi de ignorância.



Por fim, querido leitor, se você se identificou com um ou até mesmo com os sentimentos descritos aqui neste breve texto, não se assuste, pois além do salmista Asafe, o apóstolo Paulo, também os experimentou em seu viver, tanto que relatou em I Timóteo 1.13: “a mim, que, noutro tempo, era blasfemo e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade”. Já no versículo 16, Paulo diz: “Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna”.

E se você leitor, está passando por várias tentações, tribulações, tormentas em sua vida, faça como disse Tiago no Capítulo 1.2: “Meus irmãos, tende pro motivo de toda alegria o passardes por várias provações”.

O Salmista Asafe encontrou Alegria, conforme relatou no versículo 17: “Até que entrou no santuário de Deus e atinei eu o fim deles”. Ou seja, meu nobre e estimado leitor, que você se aperceba que está do lado de fora do tabernáculo, por isso sente-se inseguro, desprotegido, mas pela fé, ouse adentrar no santíssimo lugar e contemplar a formosura de Cristo, onde a sua luz, não há variação alguma, conseguirás então, contemplar a formosura do Pai, e estes sentimentos serão exterminados de seu viver e passarás então a gozar perfeita paz, pois Deus dará alento ao seu vier, concedendo a você misericórdia, graça e paz, passando então a viver a plenitude de vida que o Senhor tem reservado para você e assim o nome dele ser glorificado continuamente em sua vida.

No Amor do Pai,



William Pessôa.

16 de março de 2011

Um chamado para um serviço pesado




Isaías 6

Este chamado divino na vida do profeta Isaías, ocorreu quando este já estava no templo, era conhecido, tinha posição junto a família real e estava envolvido com os religiosos da época. Era um religioso tradicional, zeloso da Lei, mas não conhecido de Deus.

O chamado ocorre em uma transição política do reinado, pois acontece bem no ano da morte do Rei Uzias, não tinha outros valores a serem comemorados, vivia a sociedade envolta na política e vida social, percebemos que sequer o profeta cita algo referente à vida religiosa.

Mas o Senhor apareceu a Isaías e o Chamou, e vemos que neste chamado, Isaías ao ver ser manifesta a glória do Senhor em sua vida, ele viu a sua condição de miserável pecador e indigno, mas mesmo assim, a Graça, o favor imerecido de Deus alcançou Isaías, naquele tempo e também e alcança hoje, pois Ele é o mesmo, ontem, hoje e será eternamente.

Isaías sempre envolto na casa do Senhor, mas nunca tinha vivenciado uma experiência pessoal com Deus, e esta visão marcou e muito a sua trajetória como profeta, pois ele contemplou a glória do Deus vivo, sua grandeza e o seu trono.

Isaías ao ver a sua situação de miserabilidade, foi purificado, passando a ver também a miséria dos perdidos e desejava ardentemente que fossem também salvos, libertos, esta deve ser a experiência de cada cristão e desta forma as igrejas são renovadas.

Isaías teve uma oportunidade única de ver a Deus sentado em seu alto e sublime trono, quando a glória de Deus foi manifesta em sua vida, pode contemplar a nobreza dos querubins e serafins, que clamavam uns para os outros, Santo, Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória.

O profeta, neste momento pode visualizar e contemplar a santidade divina, a pureza, o grandeza, a majestade de Deus, então disse o profeta, quase paralizado e creio eu com medo de morrer, sim querido leitor, pois Isaías passava agora a enxergar os seus pecados, a sua vida corrupta, os seus lábios impuros, pode então perceber que quão impuro era, mas sendo zeloso e praticante da Lei. Clamou então, dizendo “Ai de mim!”, viu seu estado de miserável pecador, continuou “Estou perdido”, viu que tudo que fazia era vão, pois nada se comparava à santidade divina, tudo que tinha feito era nada na presença de Deus, ainda prosseguiu “Porque sou homem de impuros lábios”, a Palavra nos recomenda que não saia de vossas bocas nenhuma palavra torpe, e Isaías pode presenciar as palavras que tinha proferido, as lisonjas, será que o mesmo não tem acontecido conosco, querido leitor?

Na continuidade do versículo 4, que os olhos dele haviam visto o Rei, o Senhor dos Exércitos, aqui ocorre uma coisa impressionante que o deixou extasiado, os seus olhos espirituais foram abertos de forma milagrosa com a aparição do Senhor em sua vida, então pode o profeta contemplar o seu viver, quão indigno era de presenciar a glória de Deus em sua vida.

Mas graças a Deus, antes que o profeta esboçasse qualquer reação de medo, de temor, veio um dos serafins voando em sua direção e purificou os seus lábios, sim, pois confessara o seu pecado, quando então, foi tirada a iniqüidade da vida do profeta, perdoado o pecado, tenho certeza que a partir deste momento passou o profeta a ser um homem diferente com palavreado modificado, não proferia mais aquelas palavras de sentido dúbio, pois fora queimado com a brasa do altar, que simboliza hoje em nossas vidas, a investida do Espírito Santo em nosso viver, nos transformando, capacitando, para glorificar a Deus e assim fazer a Sua vontade de forma voluntária e coração quebrantado na presença do Pai celestial.

E na continuidade, após ser o profeta purificado, transformado, justificado, perdoado, então o Senhor passou a falar com ele, chamando-o para o serviço do Reino? E o profeta, já transformado, impactado pelo poder do Rei, de prontidão respondeu com o coração aberto e de forma voluntária, dizendo “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

Após o profeta responder ao Chamado, teve a orientação e a ordenança para ir e proclamar ao povo a mensagem profética, e o profeta logo já comprometido com o Reino e já ciente da responsabilidade que lhe fora imposta, perguntou de forma sábia “Até quando, Senhor?” devemos nós, também, perguntar a Deus até quando, qual o caminho, a direção a ser tomada, para que estejamos sempre submissos à vontade do Pai.

E o Senhor responde, dizendo ao profeta até quando deveria ser entregue a mensagem, querido leitor, quando perguntamos, Ele jamais nos deixa em dúvida, se Ele nos chama, Ele nos capacita e nos orienta, afinal, somos apenas servos, submissos à vontade Dele.

Que você querido leitor, possa também atender ao chamado do Mestre, pois pode até parecer-nos pesado, mas Ele nos capacita e nos fortalece no desempenhar das funções que Ele nos tem confiado. Que possas também contemplar a glória de Deus sendo manifesta em sua vida, fazendo que tenhas uma mudança de atitude, mudança de mente, de coração, que possas estar mais compromissado com o Reino Celestial e assim, o nome Dele ser glorificado em seu viver.

Que o Senhor Jesus continue a falar poderosamente em os nossos corações.

No amor do Pai,

William Pessôa

A perfeição cristã




Filipenses 3.15 – Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará.



Gênesis 17.1 – Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.



Mateus 5.48 – Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.



Hebreus 6.1-3 – Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir.



Hebreus 13.20-21 – Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas, vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém.



Querido leitor, necessário é para cada um de nós, aprendermos a andar na perfeição de Deus, que é o andar, o viver na presença de Deus.



E o quão difícil é para nós ser perfeito, uma vez que somos imperfeitos, impuros, pecadores, corruptíveis, até muitas vezes incrédulos em relação à perfeição divina.



Precisamos observar com atenção, praticar a fé de Abraão, andar na presença de Deus e ser perfeito, colocando a nossa esperança na promessa que Ele nos fez, acreditando naquilo que não se vê, exercitando a fé em Deus em todo o momento.



Observemos qual fora a atitude corajosa de Abraão, pois Deus o chamou e ele demonstrou em primeiro lugar, ser uma pessoa humilde, obediente e não apegada às coisas materiais, saiu de Ur dos caldeus, seguindo a Deus sem direção certa, humanamente falando, mas seguindo e obedecendo fielmente à voz de Deus, mas Abraão descansava na proteção do Mestre. No capítulo 15 do livro de Gênesis, Deus se revelou a Abraão e lhe fez grandes promessas e Abraão creu, por esta atitude de fé, esta crença no Deus Todo Poderoso, Abraão foi considerado justo. Pois acreditou naquilo que não via, mas temeu e obedeceu.



Querido Leitor ao observarmos atentamente o capítulo 16 do livro de Gênesis, onde Deus prometeu dar a Abraão semente como as estrelas do céu, mas observe um detalhe, Abraão não tinha filho algum e já contava com mais de 80 anos de idade, já era idoso, o sonho observado pela ótica humana tinha morrido, pois o casal era mui idoso, mesmo assim creu Abraão em Deus.



Mas surgiu uma oportunidade em sua vida e, Abraão mesmo sendo portador das promessas divinas e da comunhão com Deus, resolveu agir por conta própria e tomou Hagar, serva de sua esposa Sara, esperando que esta pudesse concretizar a promessa divina em sua vida e assim, teve Ismael, com 86 anos.



Após esta “ajudinha” de Abraão à Deus, imagino como estava Abraão feliz e certo de que a sua semente estava a crescer, mas Abraão teve que experimentar o silêncio de Deus por aproximadamente 13 anos. Você consegue compreender, que Deus fará acontecer as coisas em tua vida, no tempo determinado por Ele, e não se precipite, pois em alguns casos, o desejo precipitado nos faz perder, como caso de Saul, quando ofereceu sacrifício e não esperou Samuel, quando não, retardar a benção, como o acontecido com Abraão.



Querido leitor observe que o período de silêncio na vida de Abraão, foi exclusivamente porque ele não seguia o Senhor corretamente, não andava perfeitamente à vista de Deus. Aqueles treze anos silenciosos foram uma disciplina muito profunda para Abraão.







Ao completar Abraão a idade de 99 anos, Deus apareceu a ele e lhe falou novamente: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Anda na Minha presença, e sê perfeito”. Ou seja, Abraão já andava na presença Dele, mas ainda não era perfeito, precisamos nós também não só andarmos na presença de Deus, mas também nos esforçarmos em sermos perfeitos à sua vista.



Querido leitor você pode imaginar o pensamento de Deus sobre a vida de Abraão, Deus queria a perfeição na vida Abraão e o mesmo Deus, quer que esta perfeição ocorra em nossas vidas hoje.



Quero lembrar a você, querido leitor que, você por si só, jamais conseguirás ser perfeito, jamais alçarás sozinho esta tão almejada perfeição, mas por intermédio de Jesus Cristo você conseguirá sim ser perfeito aos olhos do Pai, mas somente com a ajuda exclusiva e na dependência total do Mestre Jesus, o qual fará a mediação sua para o Pai das Luzes, o qual é perfeito e no qual não ocorre variação alguma. E Deus disse a Abraão “anda na minha presença e sê perfeito”.



O apóstolo Paulo, na carta aos Colossenses 3.14, nos afirma que, o amor é o vínculo da perfeição, e Jesus ratificou os mandamentos qual são expostos aqui: “Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, então ao amarmos a Deus, andarmos na presença Dele, refletiremos assim, o seu caráter em o nosso viver, sendo então perfeito aos olhos do Pai, pois estaremos fazendo a Sua vontade.



Quero trazer à memória, a história de Davi, qual era um homem segundo o próprio coração de Deus. Mas, Davi sabemos que foi imperfeito, pecador, mas tinha uma virtude era sincero, observemos o que o salmista disse no salmos 37.7: “Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz”.



Querido leitor quero te lembrar que a perfeição é obra de Deus, Ele faz o homem perfeito por intermédio de Jesus Cristo, o qual nos justifica, para que o seu nome seja glorificado, Jesus disse: “Sede vós, pois, perfeitos como o seu Pai que está no céu é perfeito” Mateus 5:48.



Se você tem dificuldade em ser perfeito, peça a Deus para ajudá-lo nesta batalha, pois assim conseguirás obter o caráter Dele em sua vida, pois Ele é perfeito e ao nos esforçarmos para sermos imitadores Dele, alçaremos então a perfeição cristã e assim o nome do Senhor Jesus será glorificado em o nosso viver.



Que o grande e imutável Deus continue a falar poderosamente em os nossos corações.



No amor do Pai,



William Pessôa.

13 de março de 2011

A destruição do soberbo




“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá da fé” Hc 2.4

Querido leitor, a espera, a ansiedade por uma resposta, por uma intervenção, leva estes dois a terem um modo de vida totalmente oposto entre si.

O soberbo como diz o versículo, não tem segurança, pois tem andado em caminhos tortuosos e obscuros, já o justo, este consegue andar em caminhos de luz, iluminados por Deus, por isso viverá, pois deposita a sua fé, confiança em Deus, não anseiando por coisa alguma, pois tem descansado a sua alma no Criador.

Esta ansiedade experimentada pelo soberbo, pelo homem mau, demonstra uma grande falta por este cometida, qual seja, a tortuosidade de sua alma, sim, pois nos afirma o versículo que a sua alma não é reta, então ela é tortuosa, não é paciente, não deposita sua fé no Criador, portanto, deixa o soberbo impaciente, demonstrando assim, o seu orgulho, o seu rompante, onde quer determinar o agir de Deus em sua vida, como se fosse seu empregado.

Este orgulho, nada mais é que a natureza adâmica que carregamos dentro de nós, portanto, para exercitar a nossa fé, é necessário sermos imitadores de Cristo, por conseguinte, renunciarmos o nosso eu e deixarmos que Cristo aflore em nosso ser.

O orgulho, nos deixa inchados, semelhante ao soberbo, ao homem mau, cheio de nós mesmos, egocêntricos, levando-nos à falsa sensação de poderio, de acharmos na condição de darmos ordens a Deus, e que Ele deve nos responder ou agir em nossas vidas no nosso tempo, no nosso querer, contrariando assim, até a oração que Jesus nos ensinou “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como nos céus”.

Este sentimento nos deixa como o acontecido com Asafe, quando escreveu o salmo 73, desacreditado, irracional e iracundo, mas ao voltarmos para o escrito de Jeremias no capítulo 18, lembramos que somos vasos de barro, sendo moldados nas mãos do Oleiro, que nos molda conforme Ele quer, para a utilidade que Ele tem preparado para cada um de nós.

Já o homem justo, este descansa em Deus, demonstrando assim, a sua submissão, a sua humildade, a sua real confiança em Deus, seja em momentos oportunos ou não, sendo este devidamente caracterizado nas adversidades, onde o justo descansa e espera em Deus, por isto, ele vive, é abençoado, como disse Jeremias 17.7, bendito é o homem que confia e que cuja esperança é o Senhor, este vive pela fé, acreditando nas coisas que não se vêem, mas seguem crendo, esperançosos no Salvador.

Querido leitor que possas você também ser abençoado pelo Senhor, onde venhas a viver pela fé, que Ele implanta em seu ser, assim sendo, poderás após a sua entrega a ele, descanse e espere que a provisão chegará em seu viver e o nome Dele ser glorificado.

Que Deus continue a agraciá-lo na caminhada cristã, fortalecendo-o para que prossigas na perseverança dos santos, exercitando a cada dia a sua fé, qual tu tens depositada em Deus.

No amor do Pai,

William Pessôa

12 de março de 2011

Saiba que o ser humano é pago para pecar!!!


Querido leitor, esta assertiva, choca-nos de início, como assim pelo fato de praticar o pecado, de pecar, eu sou pago?

É querido leitor, satanás ardilosamente usa deste artifício para iscar pessoas desatentas, pessoas egoístas, que vivem para si mesmas, estas pessoas em potencial, são clientes cativos e habituais do príncipe das trevas.

O apóstolo Paulo já nos dizia sobre o pagamento pelo prazer passageiro que o pecado oferece ao homem: “O salário do pecado é a morte”. Então querido leitor, o pecado tem seu pagamento para aquele que o usufrui, o pagamento é a morte, você também quer receber este pagamento?

Mas continuando o apóstolo Paulo nos afirma que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna”, ou seja, com Deus é diferente, o preço já foi pago pela minha vida e pela sua também, Deus nos amou de tal maneira que deu o seu único filho para morrer em nosso lugar e assim, em nós crendo em Jesus, alcançaremos a vida eterna que só ele pode nos ofertar.

Ou seja, preferes aceitar o prazer por quem sabe cinco minutos e rejeitar a benção reservada para você e de forma gratuita? Ou preferes ter um prazer efêmero e perder a vida eterna ao lado de Deus, sim pois se escolheres gozar o pecado, seu fim será o lago de fogo eterno e então já não haverá mais escapatória.

Quero te lembrar que Deus odeia o pecado e também odeia o pecador, vejamos em hebreus 1.8-9, onde a bíblia afirma que Deus ama a justiça e odeia a iniqüidade, ou mesmo provérbios 6.16-19, nos mostra claramente que Deus abomina ímpios e impiedade.

E como Deus é justiça ele pagará você pelo seu pecado cometido, lançando-o no lago de fogo eterno.

Mas, se você vier a Cristo e confessar os seus pecados, reconhecê-lo como o seu salvador, terás direito à vida eterna, e seus pecados serão perdoados, não será lançado fora da presença dele. Aproveite a oportunidade, venha como estás, Cristo te chama, cura as tuas feridas, perdoa os teus pecados por mais graves que sejam, ele te redime, te justifica e te faz co-herdeiro dos céus, participante do reino celestial e o melhor de forma gratuita. Aproveite esta é a hora!!! A porta da Graça ainda está aberta para você, não deixe esta porta se fechar em sua vida, pois ai não haverá mais oportunidade alguma. Lembre-se salvação é pela Graça e jamais por obras para que ninguém se glorie e esta Graça hoje te alcança para te fazer filho de Deus e não mais criatura.

Onde você estiver, que possas conversar com Deus, pedir perdão pelos seus pecados, confessar a Jesus Cristo, como seu salvador e pedir para que Jesus te mostre o Caminho a ser seguido e ele te guiará por pastos verdejantes dando-lhe a proteção, o alívio e o descanso para tua alma que tanto procuras e tudo isto reitero de forma gratuita.

Que o Senhor Jesus continue a falar melhor em vossos corações.

No amor do Pai,

William Pessôa